Observe o bairro ao lado
do seu. Você vê as lâmpadas dos postes? Pois você não deveria! Olhe,
agora, os postes do seu bairro. Você também pode ver as lâmpadas (sem que você
esteja exatamente embaixo da luminária)?. Responda então, onde essas lâmpadas
deveriam iluminar? Não seria a rua?
A luz que sai dos postes deveria ir direto ao chão e, ao contrário, ela chega
até os seus olhos.
Nas imagens de satélite é possível reconhecer o as grandes cidades e até o contorno de continentes devido à grande quantidade de luz emitida para cima.
No mapa de poluição luminosa do Brasil, é possível reconhecer os estados
do sudeste com suas capitais, regiões habitadas e suas rodovias.
Agora lembre-se que você paga por esta luz através do dinheiro dos impostos, da taxa de iluminação pública que já é cobrada em algumas cidades e do "seguro apagão" que você paga mensalmente.
Temos que lembrar que esta luz é o nosso dinheiro - público e privado
- chegando até seus olhos, ofuscando sua visão, mal iluminando a rua,
entrando pela sua janela e atrapalhando seu sono e vai para cima onde não há
nada a iluminar.
É como um regador no deserto, irrigando a areia onde nada vai crescer.
"É o seu dinheiro indo para o espaço" como diz Roberto Silvestre, literalmente.