Banner
MENU
INDEX
2009 - ANO INTERNACIONAL DA ASTRONOMIA
ASTER
ASTRONOMIA
NOTÍCIAS
ARTIGOS
DICIONÁRIO
ENCONTROS
GALERIA
PRÁTICA
BOLETIM
LINKS
REGIÃO ASTRONÔMCIA

 
CLIMA
INPE - SUDESTE
TEMPO - HOJE

 
COMUNIDADES
ORKUT - ASTER
FRAPPR - AAVSO
MULTIPLY
GRUPO YAHOO


Untitled Document

Há 40 anos, o homem realizava o sonho de chegar à Lua
(parte 1)

Por Vitorio L.O. Zago.

O Sonho da Conquista

LuaNão há dúvida de que a humanidade sempre teve uma íntima relação com o nosso satélite natural, a Lua. Essa relação se dá de muitas maneiras, e ela pode ter um caráter místico e religioso ou simplesmente ser um impulso natural do homem, lidando com a sua curiosidade e sua necessidade racional e científica.

A Lua está situada em média 384.400 quilômetros da Terra e sempre exerceu enorme fascínio no homem ao longo dos séculos. Com um diâmetro equatorial de 3.475 km, a Lua está entre os maiores satélites naturais do Sistema Solar. Ela só é superada por quatro dos mais de cem satélites naturais conhecidos: Io, Ganimedes e Calixto, satélites que orbitam o gigante dos gigantes Júpiter, e Titã, satélite de Saturno, o gigante dos anéis. Todos eles possuem tamanhos equivalentes ao tamanho do planeta Mercúrio!

A nossa Lua é cerca de um quarto do tamanho da Terra. Sua origem está ligada a Terra, já que ela é parte de nosso planeta. Há quase 5 bilhões de anos, o choque entre a jovem Terra em formação e um corpo com as dimensões de Marte, arrancou um pedaço da parte exterior de nosso então ainda muito quente planeta na superfície. Esse pedaço evoluiu de forma independente e diferente da Terra, formando a nossa Lua. Sem atmosfera e com cerca de um sexto de nossa gravidade, a Lua é formada basicamente em sua superfície por rochas claras, anortositos, e rochas escuras, basaltos. Os chamados mares lunares estão nessas regiões basálticas, que refletem menos a luz solar. Os mesmos “mares” que sempre encantaram o homem... Hoje há quem prefira um simpático coelho cinza com orelhas e rabo quietinho nos observando lá de cima aos tais mares...

Desde a Antiguidade o homem, de certa forma, sonhou em chegar a Lua. O primeiro passo para o início do sonho foi imaginar a Lua como um lugar a ser alcançado, um local possível de se viajar. Pois para os antigos a Lua era desde uma entidade divina até um disco de luz de caráter mágico ou místico localizado fora de nosso então pequeno universo e, portanto, algo inatingível. Os gregos foram os primeiros a imaginar a Lua como um outro lugar e, conseqüentemente, um lugar que podia ser alcançado um dia pelo homem. Luciano de Samósata (ou Samos) (Samósata, 125 a.C. – Alexandria, 180 a.C.), para muitos o primeiro escritor de ficção científica, em sua obra Uma História Verdadeira, narra uma viagem à Lua, com a presença até de seres não terrestres, portanto, extraterrestres.

Com o Renascimento Científico, no século XVI, houve um grande resgate do conhecimento dos gregos antigos. A noção de heliocentrismo, ou seja, a idéia de que a Terra gira ao redor do Sol e não o contrário (Geocentrismo), desenvolvida inicialmente por Aristarco de Samósata (ou Samos) (Samósata, 310 a.C. – Samósata, 230 a.C.), possibilitou os trabalhos de cientistas renascentistas como Nicolau Copérnico (Torun, 1473 – Frauenburgo, 1543), Johannes Kepler (Weil der Stadt, 1571 – Regensburgo, 1630) e Galileu Galilei (Pisa, 1564 – Florença, 1642). Esses pensadores desenvolveram ainda mais a compreensão sobre o heliocentrismo e sobre o funcionamento do nosso Sistema Solar.

Nosso conhecimento sobre Astronomia ganhou enorme salto nessa época, graças a novos instrumentos, como o telescópio, que é um instrumento do período renascentista. A Lua, observada em 1609 por Galileu em seu rústico telescópio, desnudou-se para a humanidade. Antes se imaginava que a Lua pudesse ter água, tanto que os antigos deram a algumas regiões da Lua o nome de mares. Mas Galileu encontrou um corpo repleto de crateras e que, como a Terra, tinha montanhas, vales e planícies. Galileu observou que os “mares lunares” imaginados pelos antigos não eram mares de fato em nosso árido e desolado satélite.

No século XIX, já com o advento da Revolução Industrial e a formação de uma sociedade com maravilhas tecnológicas, imaginar uma viagem para a Lua não era algo mais tão aparentemente absurdo. Não era coisa de lunático. Assim o fez o escritor Júlio Verne (Nantes, 1828 – Amiens, 1905) brilhantemente em sua obra “Da Terra à Lua”, escrito em 1865, em que ele relata a aventura de chegar ao nosso satélite, com impressionantes detalhes técnicos e científicos, antevendo de certa forma e de maneira genial o que seriam as missões Apollo do final do século XX. Para muitos, a ficção científica começa mesmo com o francês Júlio Verne.

“... Instantaneamente produziu-se uma detonação horrorosa, inaudita, sobre-humana, de que coisa alguma poderia dar idéia, nem o ribombar do trovão, nem o estampido das erupções. Das entranhas do solo, como de uma cratera, surgiu um jato imenso de fogo. A terra tremeu e abriu-se, e apenas um ou outro espectador pôde por instantes entrever o projétil, que fendia vitoriosamente os ares envoltos em chamejantes vapores...(“Da Terra à Lua”, 1865, Júlio Verne)

sonho de conquista | corrida espacial | a reta final | resumo das missões

Aster - 2009 - Todos os direitos reservados
Melhor visualizado em resolução 800x600 ou superior.